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Base do Sintsef-BA quer o fortalecimento da mobilização

Nesta quarta-feira, 25 de abril, servidores públicos federais de diversas regiões do país realizaram um Dia Nacional de Lutas com paralisação de atividades. O objetivo foi protestar contra as dificuldades ...

 

Dia Nacional de Lutas com Paralisação

Base do Sintsef-BA quer o fortalecimento da mobilização

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Nesta quarta-feira, 25 de abril, servidores públicos federais de diversas regiões do país realizaram um Dia Nacional de Lutas com paralisação de atividades. O objetivo foi protestar contra as dificuldades encontradas durante o processo de negociação com o governo, que permanece intransigente, afirmando que não há como atender à pauta unificada de reivindicações da categoria.

Em Salvador, os trabalhadores atenderam ao chamado do Sintsef-BA e realizaram uma Assembleia Geral pela manhã. A assembleia ratificou os encaminhamentos da Comissão de Mobilização do sindicato, com atividades que ampliarão o movimento e a organização dos trabalhadores.

As propostas foram para reforçar a mobilização de base; construir o indicativo nacional de greve; buscar os parlamentares (sobretudo os que a categoria ajudou a eleger); contatar as outras entidades dos SPFs no Estado para unificar a luta; maior envolvimento do sindicato nas questões de cada órgão (como ratificar a representação da CONAB pela Condsef ou as questões do MTE como a avaliação de desempenho e controle frequência por ponto eletrônico).

A Central Única dos Trabalhadores da Bahia (CUT-BA) e a Condsef também enviaram representantes ao evento. A CUT-BA comprometeu-se em intensificar o diálogo com outras categorias de servidores baianos que integram o Fórum Nacional de Entidades, para que seja possível superar os entraves comuns e unificar as lutas também no estado.

O governo faz vistas grossas para as demandas urgentes do setor público e não sinaliza que irá atender a categoria. Para Pedro Moreira, Coordenador do Sintsef-BA, não dá mais pra ficar cada um no seu canto, parado e sem lutar. “Precisamos sair às ruas, unidos, e mostrar toda a nossa insatisfação até termos a nossa pauta cumprida”, ressaltou.


Sem avanços

A reunião com o Ministério do Planejamento e representantes de 31 entidades nacionais que participam da Campanha Salarial 2012 não trouxe avanços nos processos de negociação com o governo. Ontem, véspera do dia nacional de lutas com paralisação, o Planejamento voltou a utilizar o discurso de austeridade e não trouxe propostas efetivas para as demandas urgentes apresentadas pelos servidores. A reivindicação de reajuste linear de 22,08% com correção das distorções foi mais uma vez rejeitada pelo governo. As entidades apresentarão uma contraproposta a ser enviada ao Planejamento ainda esta semana. A contraproposta é baseada em estudos encomendados ao Dieese que levam em conta a inflação dos últimos dois anos e o PIB brasileiro do mesmo período. Com a falta de avanços nas negociações, mais do que nunca é importante que os servidores se mobilizem para que o governo acorde para a necessidade urgente de promover ações concretas para melhorar o serviço público brasileiro.

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